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FEIJÃO: produção do feijoeiro comum em várzeas tropicais

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Descrição

Os autores desta publicação, ao pretenderem reunir as informações disponíveis sobre o cultivo do feijoeiro comum em várzeas tropicais, fazem-no pela convicção de que se trata de um sistema de grande importância para o desenvolvimento da cultura no país. Desafortunadamente, são escassos os trabalhos existentes na literatura sobre o comportamento do feijoeiro nesse ambiente, a despeito das áreas de várzea representarem cerca de 50% do total disponível para a irrigação no Brasil.

Provavelmente, isso ocorre porque as grandes extensões de várzeas tropicais irrigáveis contínuas encontram-se em regiões de baixas latitude e altitude, cujas altas temperaturas do ar sempre foram consideradas problemáticas para a exploração, com rentabilidade, do feijoeiro comum. Entretanto, um ponto de alta relevância observado é que, nessas condições, os feijoeiros apresentam crescimento inicial mais rápido, refletindo em maior intervalo entrenós e concentrando a produção no terço médio das plantas. Este fato facilita a sua colheita mecânica direta e evidencia o trabalho magistral da natureza no melhoramento da sua arquitetura.

Em razão da inexistência de experiências anteriores com subirrigação, foi necessário desenvolver práticas mais adequadas ao sistema. Adicionalmente, com esse sistema de irrigação abre-se a possibilidade, como já ocorre com a soja, de produção de sementes de alta qualidade de feijão para o abastecimento das regiões produtoras tradicionais, uma vez que a região não é favorável para o armazenamento de sementes, devido à temperatura e umidade elevadas no período chuvoso. No final da década de 70 e princípio da de 80, a Embrapa Arroz e Feijão produzia sementes de feijão, de alta qualidade, sob irrigação por sulco. Posteriormente, com a expansão da irrigação por aspersão na região Centro-Sul, acreditava-se que o problema da produção de sementes estivesse resolvido, em razão das baixas temperaturas e umidade relativa do ar que ocorrem no inverno. No entanto, hoje, grande parte das áreas sob irrigação por aspersão - pivôs, produtora de sementes de feijão, encontra-se contaminada com doenças transmissíveis pela semente, tornando-se proibitiva a sua produção.

Em virtude de o Estado do Tocantins apresentar a maior área potencial do Brasil para o desenvolvimento de uma agricultura irrigada sustentada, esta publicação focaliza, principalmente, a experiência vivenciada com a cultura do feijoeiro nesse Estado, em várzeas tropicais do Vale do Araguaia.

Com a alternativa do cultivo do feijoeiro naquelas várzeas é possível regularizar o mercado desta leguminosa, em regiões tradicionalmente importadoras, caso do Tocantins e de outros Estados circunvizinhos, reduzindo o preço final do produto para os consumidores.

No Vale do Araguaia-TO estão sendo desenvolvidos vários trabalhos de pesquisa com a cultura do feijoeiro e os resultados obtidos até o presente, objeto mais específico desta publicação, visam a dar informações sobre as práticas que melhor se adaptam à cultura e que, numa primeira aproximação, orientem os produtores para o alcance de melhores rendimentos de grãos, economicamente viáveis. Salienta-se que, com base nas primeiras informações geradas, já foram conduzidas lavouras comerciais, cujos resultados são extremamente animadores e são também relatados nesta publicação.

Editores Técnicos: Homero Aidar, João Kluthcouski e Luís Fernando Stone
Ano: 2002
Número de Páginas: 305
Tamanho: 16 x 21 cm
Editora: Embrapa
Acabamento: Brochura
ISBN: 85-7437-016-9


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