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INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE EM AGROECOSSISTEMAS

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Descrição

Este livro resulta de um esforço conjunto de um grupo de pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente, participantes do projeto “Desenvolvimento de metodologias para definição e monitoramento de indicadores de sustentabilidade em agroecossistemas”.

O projeto teve como preocupação básica buscar o entendimento das relações agricultura x meio ambiente refletidas por meio de indicadores de sustentabilidade.

Este livro tem por objetivo prover uma seleção representativa dos indicadores de sustentabilidade de agroecossistemas, fornecendo tanto uma abordagem teórica sobre o tema, quanto prática, com base nos resultados obtidos no estudo de caso de uma microbacia hidrográfica, em Sumaré, SP.

Esta publicação é dividida em duas partes: a Parte I, constituída de quatro capítulos, contemplando os aspectos teóricos mais relevantes sobre o entendimento da sustentabilidade e seus indicadores; e a Parte II, constituída de nove capítulos, contendo um conjunto de trabalhos que orientaram a coleta, sistematização e análise de dados, tendo como objetivo a construção de indicadores de sustentabilidade.

O primeiro capítulo apresenta e discute os diversos aspectos relativos ao conceito de agricultura sustentável, desde aquele que considera a necessidade de simples alterações nos sistemas vigentes até aqueles que pregam a necessidade de mudanças estruturais. Discute, ainda, as interpretações apoiadas nos princípios da economia neoclássica e da economia ecológica da sustentabilidade, além de fazer uma breve apresentação do conceito de Emergia. Aborda também o conceito de agroecossistema, suas dimensão temporal e espacial. A partir das propriedades dos agroecossistemas - resiliência, estabilidade e eqüidade - enfatiza que um conjunto de indicadores deve refletir alterações nestes atributos.

O segundo capítulo apresenta e discute os procedimentos para a escolha de indicadores de sustentabilidade. Fornece uma revisão dos principais trabalhos conceituais sobre o tema “indicadores de sustentabilidade” e, com base nesta, aponta para a necessidade de uma visão abrangente dos processos que determinam uma realidade. Finalmente, a partir de uma perspectiva sistêmica, os autores apresentam um modelo conceitual global de impactos ambientais contemplando os componentes mais significativos de um agroecossistema. Na seqüência, o Capítulo 3 reforça a importância das etapas para a definição de descritores e indicadores, e reforça ainda o papel do Diagnóstico Rural Rápido Participativo no levantamento dos fatores de criticidade.

Finalmente, o quarto capítulo apresenta os fundamentos metodológicos da Análise Emergética, que estuda as interações entre os sistemas naturais e antrópicos, através da conversão dos fluxos em equivalentes de energia solar. Com base nessa nova abordagem, vislumbra-se uma nova possibilidade para a construção de indicadores de sustentabilidade.

Abrindo a Parte II, o Capítulo 1 apresenta uma caracterização geral da Microbacia do Córrego Taquara Branca, em Sumaré, SP, objeto de estudo de caso, e ponto focal dos capítulos subseqüentes.

O Capítulo 2 apresenta um modelo conceitual de indicadores de sustentabilidade para a Microbacia do Córrego Taquara Branca, apoiando-se no modelo conceitual global apresentado no Capítulo 2 da Parte I.

Uma avaliação física e econômica das perdas de solo por erosão na microbacia é apresentada no Capítulo 3. Nele são estimadas as perdas de solo pela Equação Universal de Perdas de Solo (EUPS), bem como os custos anuais necessários para a reposição dos nutrientes perdidos. São também apresentadas simulações quanto às alterações de perdas de solo pela adoção de medidas conservacionistas e aos correspondentes custos de reposição de nutrientes.

No Capítulo 4, os autores abordam a importância da cobertura vegetal no agroecossistema, tanto pelo seu valor físico, como pelos serviços ambientais gerados pela biodiversidade. Os indicadores de cobertura vegetal apresentados se referem à cobertura arbórea total, presença de matas ciliares, diversidade da flora arbórea nativa, e ao grau de proteção das nascentes.

O Capítulo 5 relata métodos de coleta, preparo e determinação do teor de íons de metais pesados -total e disponível às plantas - em solos de mata, pasto e uso agrícola da microbacia. Os teores de metais pesados encontrados são discutidos à luz dos padrões internacionais e sob a perspectiva da sustentabilidade agrícola.

A supressividade de solos a fitopatógenos e suas relações com os fatores bióticos e abióticos de solos, submetidos a diferentes sistemas de produção, são discutidas no Capítulo 6.

Avaliação de risco à exposição ao uso de agrotóxicos e o estabelecimento de bioindicadores relativos à saúde humana são os principais tópicos abordados pelo Capítulo 7. Nele são apresentados indicadores clínicos da exposição de agricultores aos agrotóxicos, bem como metodologias para o estabelecimento de bioindicadores por meio de testes em animais em laboratório.

O Capítulo 8 apresenta uma metodologia de avaliação de impacto ambiental de atividades agrícolas utilizando-se de técnicas de sistemas de informações geográficas e modelagem matemática de forma integrada. O sistema avalia a aptidão agrícola das terras, identifica o conflito entre o uso atual e potencial do solo, e recomenda práticas de manejo e de conservação do solo para minimizar os impactos negativos das atividades agrícolas.

Ao final, é apresentado um banco de dados com a finalidade de organizar, armazenar e recuperar informações relativas a indicadores de sustentabilidade. Contém referências sobre indicadores de sustentabilidade mais utilizados mundialmente, unidades de medidas de indicadores, bibliografias, profissionais envolvidos e instituições que tratam do tema.

Apesar da crescente demanda e dos esforços de pesquisa, o tema “indicadores de sustentabilidade” encontra-se ainda em fase de aprimoramento, seja no campo conceitual ou no campo das aplicações práticas. Os resultados das pesquisas, como os relatados no presente livro, apontam nesta direção. Diante disso, a temática envolvendo indicadores de sustentabilidade deverá, certamente, nortear as agendas de ensino e pesquisa para os próximos anos.

Parte I - Indicadores de Sustentabilidade: Aspectos Teóricos

1. As Dimensões da Sustentabilidade e seus Indicadores – 15
Resumo – 17
Summary – 18
Introdução – 19
Sustentabilidade: conceituação e histórico – 20
Avaliação econômica da sustentabilidade – 22
Sustentabilidade agrícola – 25
Agroecossistemas – 28
Indicadores de sustentabilidade – 31
Referências – 33

2. Subsídios para a Escolha de Indicadores de Sustentabilidade – 36
Resumo – 39
Summary – 40
Introdução – 41
Indicadores de sustentabilidade: uma breve discussão – 41
Modelo conceitual global de impactos ambientais – 45
Escolha e monitoramento de indicadores – 47
Considerações finais – 50
Referências – 51

3. Proposta Metodológica para a Escolha de Indicadores de Sustentabilidade – 59
Resumo – 61
Summary – 62
Introdução – 63
Delimitação do espaço geográfico para a definição de indicadores – 63
Diagnóstico Rural Rápido Participativo, fatores de criticidade e tipificação das propriedades – 64
Definição dos elementos, descritores e indicadores – 67
Considerações finais – 71
Referências – 71

4. Indicadores de Sustentabilidade sob a Perspectiva da Análise Emergética – 73
Resumo – 75
Summary – 76
Introdução – 77
Metodologia emergética – 77
Relações emergéticas básicas – 79
Principais índices para avaliação emergética – 81
Pontos importantes para reflexão sobre a sustentabilidade agrícola – 84
Ecossistemas e políticas públicas – 87
Conclusões – 88
Referências – 89

Parte II - Indicadores de Sustentabilidade: O Caso da Microbacia do Córrego Taquara Branca

1. Caracterização da Microbacia do Córrego Taquara Branca – 93
Resumo – 95
Summary – 96
Aspectos gerais e climáticos – 97
Solos – 101
Atividade econômica – 104
Base cartográfica digital – 105
Referências – 108

2. Modelo Conceitual de Indicadores de Sustentabilidade para a Microbacia do Córrego Taquara Branca, Sumaré, SP – 109
Resumo – 111
Summary – 112
Introdução – 113
O modelo conceitual proposto – 114
Análise do modelo – 117
Referências – 122

3. Erosão do Solo: Indicadores Físicos e Econômicos – 129
Resumo – 131
Summary – 132
Introdução – 133
Metodologia – 134
Equação Universal de Perdas de Solo - EUPS – 134
Equação Universal de Perdas de Solo Modificada - MEUPS – 136
Perdas de nutrientes – 137
Custo de reposição – 138
Resultados – 139
Discussão – 145
Conclusões – 150
Referências – 151

4. Indicadores de Cobertura Vegetal – 155
Resumo – 157
Summary – 158
Introdução – 159
A cobertura vegetal – 160
Importância física para o agroecossistema – 160
Serviços ecológicos prestados ao agroecossistema – 161
Indicadores de cobertura vegetal – 162
O estudo da Microbacia do Córrego Taquara Branca (MCTB) – 164
Metodologias utilizadas – 166
Resultados obtidos – 169
Análise dos indicadores – 173
Considerações finais – 177
Referências – 178

5. Metais Pesados em Solos – 191
Resumo – 193
Summary – 194
Introdução – 195
Metais pesados: essencialidade e toxidez – 195
Elementos químicos – 197
Estudo de caso na Microbacia do Córrego Taquara Branca, Sumaré-SP – 201
Coleta e processamento das amostras – 201
Teor total de íons de metais pesados no solo – 203
Teor de íons de metais pesados no solo disponível à absorção por plantas – 203
Resultados e discussão – 204
Referências – 206

6. Supressividade de Solos a Fitopatógenos – 209
Resumo – 211
Summary – 212
Introdução – 213
Conceito de supressividade – 215
Fatores bióticos relacionados com a supressividade de solos – 216
Fatores abióticos relacionados com a supressividade de solos – 216
Métodos de avaliação de supressividade de solos – 217
Estudo de caso na Microbacia do Córrego Taquara Branca (MCTB) – 218
Resultados e discussão – 220
Referências – 225

7. Avaliação da Saúde de Agricultores e Estabelecimento de Bioindicadores – 229
Resumo – 231
Summary – 232
Introdução – 233
Bioindicadores – 234
Avaliação dos indicadores em agricultores da Microbacia do Córrego Taquara Branca (MCTB), Sumaré, SP – 236
Estudo de bioindicadores em laboratório – 245
Referências – 247

8. EROSYS: Sistema Integrado para Avaliação dos Impactos Ambientais de Atividades Agropecuárias – 249
Resumo – 251
Summary – 252
Introdução – 253
Metodologia de construção do sistema – 253
Estrutura do sistema – 253
Sistema especialista (SE) – 254
Sistema de informação geográfica (SIG) – 255
Entrada de dados no SIG – 256
Modelo matemático – 256
Base de dados – 256
Relatório de impacto ambiental – 256
Módulo gerenciador – 257
Funcionamento do sistema - estudo de caso – 258
Avaliação da aptidão agrícola das terras – 258
Aptidão agrícola versus uso do solo – 260
Validação do sistema especialista – 263
Análise da erosão – 264
Análise das perdas de nutrientes – 267
Relatório de impacto ambiental – 267
Performance do sistema EROSYS – 269
Conclusões – 269
Referências – 270

9. Banco de Dados de Indicadores de Sustentabilidade – 271
Resumo – 273
Summary – 274
Introdução – 275
Estrutura de banco de dados – 276
Levantamento das informações inseridas nas bases de dados – 278
Algumas telas do banco de dados – 278
Comentários finais – 281

Editores Técnicos: João Fernando Marques, Ladislau Araújo Skorupa e José Maria Gusman Ferraz
Ano: 2003 (reimpressão 2008)
Número de Páginas: 281
Tamanho: 16 x 21 cm
Editora: Embrapa
Acabamento: Brochura
ISBN: 85-85771-23-2


CNPJ: 96.631.353/0001-69 - Email: pldlivros@uol.com.br - Fone: (19) 3421 7436 - Fone: 3423 3961 - Piracicaba/SP

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