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ABC DA ANÁLISE DE SOLOS E FOLHAS

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Descrição

Acredito que as primeiras análises de terra para fins de recomendação de adubação foram feitas no Instituto Agronômico de Campinas (IAC). No fim do século passado D. Pedro II trouxe da Áustria o sábio F.W. Dafert que foi o primeiro diretor do Agronômico. Em um dos seus estudos, "Estrumes artificiaes na cultura do café", depois de indicar várias fórmulas gerais, Dafert escreveu (respeitada a ortografia) "Em caso de uma composição anormal do solo (falta unilateral de seus componentes, etc.) será preciso modificar as formulas supra reproduzidas. Convém, sempre que houver motivo de acreditar-se na presença duma tal anomalia (cafezais velhos, terrenos exgottados por cultura de canna, etc) mandar amostras das respectivas terras ao Instituto Agronômico que as analisará e que fornecerá aos lavradores as informações a respeito." Ainda é atual a nota do roda-pé: "Chamamos nesta ocasião a attenção dos lavradores para o facto que taes analises exigem bastante tempo e trabalho e que por isso devem ter um pouco de paciência, enquanto o pessoal do Instituto só conta tres chimicos. Entraram nos ultimos mezes perto de 200 amostras no laboratorio e houve fazendeiros que já depois de 3 dias reclamaram o resultado!"

Cerca de 60 anos depois começou-se a fazer análises de folhas para avaliação do estado nutricional, também com o cafeeiro. A iniciativa foi devida a pesquisadores do IBEC Research Institute que, mediante convênio, instalaram o laboratório no IAC.

Mais de meio século, portanto, separa o início das análises de terra do começo das análises de folha.

Muita água passou sob a ponte.

Multiplicaram-se as pesquisas e os laboratórios, tanto os oficiais quanto os particulares para fazer as análises.

Foram obtidos padrões para as análises de terra e para as análises de folha que permitiu fazer-se recomendações de adubação, avaliação do estado nutricional das mais diversas culturas e ajuste nos programas de adubação.

O agricultor pode, pois, utilizar-se das duas ferramentas, as análises de solo e a de folha. Desse modo fará a calagem empregando a dose certa de corretivo ou a gessagem, se indicada. Aplicará a quantidade de macro ou micronutrientes exigida pela cultura, nem mais e nem menos. Terá por isso uma possibilidade maior de obter o esperado e merecido lucro do seu esforço.

Este livrinho, escrito de modo mais simples possível destina-se a ajudar o agricultor, o extencionista e os técnicos de modo geral a colher melhor as amostras de terra e de folhas, interpretar os resultados e usá-los na prática. Críticas e sugestões serão bem recebidas.

Piracicaba, 13 de Agosto de 1992.
E. Malavolta

CAPÍTULO I - SOLO – 09

1. O QUE É E PARA QUE SERVE – 09

2. COMO SE FAZ A ANÁLISE – 10

3. COMO SE FAZ A AMOSTRAGEM – 15
3.1. O que é gleba homogênea ou uniforme – 15
3.1.1. Solo propriamente dito – 16
3.1.2. Cultura – 17
3.1.2.1. Culturas temporárias – 18
3.1.2.2. Culturas perenes – 18
3.2. Amostra simples e composta, subamostra e amostra – 18
3.3. Formulário – 19
3.4. Antes da semeadura, reforma ou plantio de qualquer cultura – 21
3.5. Soqueiras de cana – 25
3.5.1. Espaçamento tradicional (1,30 - 1,40 m) – 27
3.5.1.1. Depois do primeiro corte – 27
3.5.1.2. Depois dos demais cortes – 27
3.5.2. Espaçamento de 0,9 - 1,1 m – 30
3.5.2.1. Depois do primeiro corte – 30
3.5.2.2. Depois dos demais cortes – 30
3.6. Geral – 30
3.7. Perenes formadas – 32
3.7.1. Cafeeiro – 34
3.7.1.1. Época – 34
3.7.1.2. Local – 34
3.7.1.3. Profundidade – 34
3.7.1.4. Número – 34
3.7.2. Outras culturas perenes – 34
3.7.3. Geral – 35

4. COMO INTERPRETAR OS RESULTADOS OU O QUE DIZEM OS NÚMEROS – 35

5. COMO USAR OS RESULTADO DAS ANÁLISES – 48
5.1. Cana-planta – 48
5.2. Citrus em produção – 53

6. FECHO – 56

7. ALGUMAS TABELAS ÚTEIS – 58
7.1. Conversão de formas de macronutrientes – 58
7.2. Transformação do teor do elemento no adubo em quantidade de fertilizante – 59
7.3. Cálculo de fórmulas de adubos – 59
7.4. Distribuição de adubos e espaçamento – 66

CAPÍTULO 2 - FOLHAS – 71

1. INTRODUÇÃO – 71

2. AMOSTRAGEM – 76

3. INTERPRETAÇÃO – 85

4. USO – 99
4.1. Culturas temporárias – 99
4.2. Culturas perenes – 101

5. LITERATURA CONSULTADA – 110

CAPÍTULO 3 - SUGESTÕES GERAIS DE ADUBAÇÃO – 111

Relação dos Laboratórios de Análise de Solos – 115

Autor: E. Malavolta
Ano: 1992
Número de Páginas: 124
Tamanho: 14 x 21 cm
Editora: Agronômica Ceres
Acabamento: Brochura
ISBN: 85-318-0004-8


CNPJ: 96.631.353/0001-69 - Email: pldlivros@uol.com.br - Fone: (19) 3421 7436 - Fone: 3423 3961 - Piracicaba/SP

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