IMPORTADOS
· Diversos
LIVROS TÉCNICOS
· Administração
· Agronomia
· Biologia - Ecologia
· Direito
· Diversos
· Engenharia Ambiental
· Engenharia Civil
· Engenharia de Alimentos
· Engenharia Florestal
· Entomologia
· Estatística
· Fisiologia Vegetal
· Fitopatologia
· Geologia
· Geoprocessamento
· Irrigação - Hidráulica
· Medicina Veterinária
· Nutrição
· Química
· Técnicas de Pesquisa - Estudos
· Zootecnia
 




ORGANIZAÇÃO, SISTEMAS E MÉTODOS E AS TECNOLOGIAS DE GESTÃO ORGANIZACIONAL Vol. 1
R$ 114,95


  LIVROS TÉCNICOS >>> Agronomia
 
50 ANOS DA AGRICULTURA TRADICIONAL AO AGRONEGÓCIO
 
50 ANOS DA AGRICULTURA TRADICIONAL AO AGRONEGÓCIO     
  
Por: R$ 100,00 
 
 

   
   
   

Clique na imagem para ampliá-la
Descrição
Período de grandes transformações

Para celebrar seu jubileu de ouro, os engenheiros agrônomos formados em 1967 pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP) programaram editar um livro que historiasse o período de 50 anos decorridos a partir de sua formatura. Um projeto ambicioso, por se tratar de anos de grandes transformações demográficas, sociais, políticas e tecnológicas que ocorreram nesse período.

Piracicaba transformou-se em pujante cidade do interior paulista, a Esalq cresceu de 25 diplomados em 1936 para 200 novos engenheiros agrônomos em 1967, além de subdividir o curso básico em especialidades. A vida dos estudantes modificou-se, principalmente ao inundar espaços com automóveis, substituindo os clássicos bondinhos. Ao mesmo tempo dilatou-se a distância entre mestres e alunos, em prejuízo do convívio amigável e contínuo proporcionado pelo menor número de estudantes. Estes, por sua vez, substituíram o convívio com seus pares pela intimidade em nível das “repúblicas”, conhecendo-se por meio de apelidos que, por uma vez, dispensaram a identificação das famílias pelos sobrenomes. Os relacionamentos se restringiram, em consequência, a pequenos grupos.

O país cresceu e ultrapassou os 200 milhões de habitantes. Emergimos de um sistema político militar para, através de inúmeras turbulências políticas, alcançarmos uma democracia de representação precária pela distância entre representantes e representados. A cidadania padecia - e ainda padece - pela falta de representatividade das pessoas. Aprovamos nova constituição pelo voto de parlamentares distantes de seus eleitores, eleitos sem a finalidade constituinte, com representativídade desproporcional ao número de habitantes. No Estado de São Paulo, cada 620 mil habitantes têm um deputado federal enquanto na maior parte dos demais estados cada 370 mil cidadãos têm um representante. Criamos novos estados, de economias incipientes e dependentes de dotações federais, mas com três senadores, número igual ao Estado de São Paulo, com população acima de 40 milhões de habitantes e PIB de mais de R$ 450 bilhões. Criamos uma legislação repressiva às irregularidades da qual resultou um sistema burocrático fiscalizador e inibidor do desenvolvimento. Toleramos um governo representativo de uma maioria despreparada, a qual, para manter-se no poder, lançou mão de métodos antiéticos, ora investigados e condenados.

Em que pesem os desmandos políticos, continuamos a crescer, principalmente nas atividades rurais. A partir da principal riqueza natural do nosso extenso país, qual seja: o clima com luz, calor e chuvas. Para este sucesso, contribuíram inúmeros setores ligados às atividades antes, dentro e depois da porteira. É difícil definir prioridades, mas, a nosso ver, vale analisar alguns dos fatores e condições que contribuíram para esse desenvolvimento rural.

Nos anos 1970, verificou-se no Brasil Central o plantio de arroz adubado com fósforo nas terras fracas de campo e de cerrado. Gramínea tolerante à acidez do solo era substituída por pastagens da recém-introduzida braquiária, logo que as invasoras reduzissem a produção. Misturadas ao adubo no segundo ou terceiro ano de cultivo, as sementes de braquiária deram origem a grandes áreas de pastagem que suportaram rebanhos de nelores, com produção de bois de corte. Poucos anos depois, outros pecuaristas foram abrir mata pesada na Amazônia, no Sul do Pará e em Alta Floresta (MT), semeando capim por avião, no terreno eivado de tocos e troncos, originando pastagens de elevado suporte nos primeiros anos. Mais uma vez, os nelores prosperavam dando origem à pujante pecuária de corte.

Ao mesmo tempo, ou pouco depois, os produtores de trigo no Sul do país aprenderam dos pesquisadores que, aplicando calcário, era possível evitar o crestamento e, assim, produzir em terras fracas das coxilhas recobertas de campo nativo. Estavam informados que em Matão (SP), o IRI (IBEC-EUA) havia demonstrado em 1956 que as terras pobres de cerrado, se calcareadas e bem adubadas, podiam produzir tanto quanto uma terra nova de mata alta. Foi patenteado no Brasil um novo fertilizante, o multifosfato magnesiano, contendo ortofosfatos de magnésio e de cálcio. O produto satisfazia a carências nutricionais das terras pobres do campo nativo e do cerrado. Novas variedades de soja foram selecionadas para as condições climáticas do Brasil Central.

Confiantes nessas tecnologias e motivados pela falta de oportunidade face às limitações das áreas das famílias, foram adquirir terras baratas distantes, inicialmente em Mato Grosso do Sul e, a seguir, em outras regiões. Optavam por terras de campo aberto ou recobertas de floresta leve passíveis de aberturas mecanizadas a custo baixo. Plantavam arroz por dois a três anos e passavam para soja ou milho logo que a calagem produzia seus efeitos. Tanto arroz, em italiano “rizzo”, deu origem ao nome da cidade de Sorriso (MT), porque lá era “só rizzo”.

O acréscimo da área plantada se efetivou dentro do sistema de plantio direto, originado a partir da invenção dos herbicidas. A proteção do solo por camada de resíduos veio minimizar o risco da erosão, além de evitar superaquecimento do solo reduzindo a evaporação e, assim, aproveitando melhor a água da chuva. As terras protegidas desde o início permaneciam com as boas propriedades físicas originais, principalmente a permeabilidade. Águas excedentes ocasionais escorriam lentamente por meio dos resíduos evitando danos da erosão.

A notável contribuição dos gaúchos para a crescente produção de grãos está devidamente comemorada pelo belo monumento dos imigrantes pioneiros, conjunto de estátuas douradas existente em Lucas do Rio Verde (MT). Essa ocorrência chamou a atenção de Norman Borlaug, Prêmio Nobel da Paz em 1970, que, após visitar a região, em 1995, e observar a conversão desses solos pobres de origem, declarou: “Estou convencido de que o que está ocorrendo no Cerrado é um dos mais espetaculares eventos de desenvolvimento agrícola que se realizou no mundo nos últimos cem anos. Eu jamais poderia imaginar que, durante minha vida, pudesse presenciar o desenvolvimento de uma tecnologia que iria converter essas grandes áreas de solo infértil e com boas chuvas, de uma vegetação de campo e arbustos, para um solo agrícola altamente produtivo.”

A indústria de insumos e de equipamentos modernizou-se e sempre manteve o mercado bem suprido para segurança do desenvolvimento da produção. Por seu lado, o transporte, principalmente feito pelos caminhoneiros em condições por vezes precárias, transferiu milhões de toneladas das regiões produtoras para os portos e centros consumidores.

Alguns fatores restritivos e desestimulantes foram registrados, principalmente o problema dos índios e dos sem-terra, trazendo inquietação e desalento. Por outro lado, iniciativas positivas e estimulantes devem ser lembradas, tais como a da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) ao indicar um acréscimo de 10% na produção de grãos pelo Brasil como necessário para atender à futura demanda mundial de alimentos. Merecem destaques: as iniciativas de apoio ao desenvolvimento agropecuário a exemplo da Embrapa, consolidando atividades dispersas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Fundação Agrisus, que apoia e financia pesquisas e educação agrícolas, exclusivamente com recursos particulares.

Os exemplos e as situações ora comentadas estão historiadas com pormenores neste livro comemorativo. Os engenheiros agrônomos que estão celebrando seu jubileu de ouro participaram, direta ou indiretamente, da revolução agropecuária dos últimos 50 anos, como informam suas minibiografias. Foram atores ou testemunhas das transformações que resultaram no espetacular sucesso do Brasil de nossos dias, grande produtor e exportador de produtos vegetais e de carnes, provindos de áreas com solo protegido por camadas de resíduos.

Este livro historia esse período e comemora esse feito, que se notabilizou por respeitar o princípio de que “a terra é um bem que apenas tomamos emprestado de nossos sucessores”. Assim, as terras agricultáveis devem ser cultivadas por interesse das populações do presente, desde que bem conservadas para garantia das gerações futuras.

CAPÍTULO 1 - ERA ASSIM NAQUELES DIAS!
Situação político-econômica – 18
Transformação cultural – 21
Progressos da agricultura – 23
Agricultura em São Paulo – 26
Progressos da pecuária – 31
Piracicaba: cidade progressista, culta e acolhedora – 33
Relembrando a criação da Esalq – 38
Esalq nos anos 1960 – 43
Ensino na Esalq de 1963 a 1967 – 47
Espaços guardados na memória – 64
Tradições estudantis dos anos 1960 – 71
1967: enfim, a formatura! – 78

CAPÍTULO 2 - 50 ANOS: RÁPIDA VIAGEM PELO TEMPO
Mudanças políticas e econômicas – 82
Trajetórias culturais e esportivas – 84
Piracicaba: um novo momento – 85

CAPÍTULO 3 - 50 ANOS: TRANSFORMAÇÃO DO BRASIL NA PÁTRIA DO AGRO
Políticas públicas e a modernização da agricultura – 88
Influência de São Paulo na modernização do agro – 90
Consolidação da pesquisa agropecuária – 92
Um hiato na história – 97
Dificuldades e superação – 98
Insumos e o agro brasileiro – 100
A energia e o campo – 106
Novos modos de produção – 110
Juntos e mais fortes – 116
Comunicação no campo – 120
Novas fronteiras e a consolidação do agro – 123
Evolução do agro – 127
Mudanças climáticas: os desafios das próximas gerações – 163

CAPÍTULO 4 - LEGADO: UMA GERAÇÃO DE PIONEIRISMO E INOVAÇÃO – 166

CAPÍTULO 5 - COMO SERÁ O AMANHÃ?
Visão de futuro – 296
Da agropecuária ao agronegócio e o salto para a Agrossociedade – 298

REFERÊNCIAS – 300

Organizadora: Marlene Simarelli
Ano: 2017
Número de Páginas: 303
Tamanho: 21,5 x 29 cm
Editora: Fealq
Acabamento: Capa dura
ISBN: 978-85-7133-086-3
Prazo de entrega
Prazo de entrega: Sedex de 03 a 05 dias úteis e PAC de 05 a 15 dias úteis
Indique este produto
 
Seu nome:
Seu e-mail:
Nome (para):
E-mail(para):
Comentários:
 
Voltar
vazio

PRINCÍPIOS DE REGA AGRÍCOLA
R$ 118,00
HISTÓRIA NATURAL DOS MORCEGOS BRASILEIROS
R$ 147,20
OLERICULTURA GERAL
R$ 28,00
COMPÊNDIO DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS (LIVRO E CD-ROM)
R$ 439,00

Ver Todas as Novidades
——————————————————————————————

CNPJ: 96.631.353/0001-69 - Email: pldlivros@uol.com.br - Fone/Fax (19) 3421 7436 - Fone: 3423 3961 - Piracicaba/SP

Formas de Pagamento
—————————————————————————————
Política de Privacidade. ©2008, Revendas de Livros Técnicos. Todos os direitos reservados