O Manual, que ora apresentamos, tem origem nobre. Nasce vinculado às necessidades do setor produtivo detectadas pela cadeia de conhecimento em piscicultura, envolvendo a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), rede de extensão de São Paulo, as instituições de pesquisa, como a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) e a Embrapa, e, por fim, a Universidade do Estado de São Paulo (Unesp).
O objetivo do Manual é decorrente dessa massa crítica formada pelos estudiosos e operadores de Pesquisa e Desenvolvimento, visando transferir conhecimentos para contribuir com o desenvolvimento sustentável de um setor que já demonstra viabilidade em termos econômicos e sociais. Mas, como sabemos por experiência histórica, para que não ocorram desequilíbrios nessa dinâmica de desenvolvimento, o aperfeiçoamento contínuo depende do fornecimento de novas metodologias de trabalho e de novos produtos que possibilitem manter um alto padrão de eficiência na produção e no meio ambiente, o qual depende muito da oferta adequada de tecnologias oriundas dessa cadeia de conhecimento.
Uma das formas de manter esse padrão é por meio da impressão e disseminação que um Manual deste porte pode fazer em função da ampla e didática contextualização dos temas abordados, iniciando com sistemas de criação, adequação à regularização normativa exigida pela legislação, passando pela qualidade da água, nutrição e sanidade animal e fechando com boas práticas de manejo e processamento. A todos uma boa e profícua leitura.
PISCICULTURA NO ESTADO DE SÃO PAULO SISTEMAS DE CRIAÇÃO 1. INTRODUÇÃO – 1
2. POTENCIAL DA PISCICULTURA EM TANQUES-REDE NOS RESERVATÓRIOS DO ESTADO DE SÃO PAULO – 3
3. SISTEMAS DE PRODUÇÃO – 6 3.1. Sistema extensivo – 6 3.2. Sistema semi-intensivo – 7 3.3. Sistemas intensivo e superintensivo – 7
4. ESTRUTURA DE VIVEIROS E DE TANQUES-REDE – 9 4.1. Estrutura de viveiros – 9 4.2. Estrutura de tanques-rede – 11 4.2.1. Dimensionamento de tanques-rede – 12 4.2.2. Escolha do local para a instalação de tanques-rede – 16 4.2.3. Posicionamento dos tanques-rede – 17 4.2.4. Aspectos gerais da piscicultura em tanques-rede – 17
5. DENSIDADE DE ESTOCAGEM PARA A PISCICULTURA – 19
6. QUALIDADE DOS ALEVINOS NA ESTOCAGEM – 20
7. FASES DE CRIAÇÃO EM PISCICULTURA – 20 7.1. Fases de criação em viveiros – 20 7.1.1 Alevinagem em viveiros – 20 7.1.2. Pré-terminação ou recria em viveiros – 22 7.1.3. Terminação em viveiros – 22 7.2. Fases de criação em tanques-rede – 23 7.2.1. Criação em tanques-rede de 6m³ de volume útil – 23 7.2.2. Criação em tanques-rede de 18m³ de volume útil – 26 7.2.3. Criação em tanques-rede de 36m³ de volume útil – 28
8. RECOMENDAÇÕES – 30
9. DESPESCA – 30
LITERATURA CONSULTADA – 34
REGULARIZAÇÃO DE PROJETOS AQUÍCOLAS EM ÁGUAS CONTINENTAIS 1. INTRODUÇÃO – 35
2. DIRETRIZES LEGAIS PARA A REGULARIZAÇÃO DE AQUICULTURAS EM ÁGUAS CONTINENTAIS – 37
3. PROCEDIMENTOS PARA A REGULARIZAÇÃO DOS EMPREENDIMENTOS AQUICOLAS – 39 3.1. Regularização de aquiculturas no sistema de tanques-rede em águas públicas continentais de domínio da União – 40 3.1.1. Instituições envolvidas – 41 3.1.1.1. Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) – 41 3.1.1.2. Autoridade Marítima – 41 3.1.1.3. Agência Nacional de Águas (ANA) – 42 3.1.1.4. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – 42 3.1.1.5. Secretaria do Patrimônio da União do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão (SPU/MPOG) – 43 3.1.1.6. Órgão Estadual de Meio Ambiente (Oema) – 43 3.1.2. Concessionária do reservatório – 43 3.1.3. Estimativa de custos para a regularização de projetos visando ao uso dos espaços físicos em corpos dágua de domínio da União para fins de aquicultura – 44 3.1.4. Processos cadastrados no Sistema de Informação das Autorizações de Uso das Águas de Domínio da União para fins de Aquicultura (Sinau) – 45 3.2. Regularização de aquiculturas no sistema de tanques-rede em águas públicas de domínio estadual – 46 3.3. Regularização de aquicultura em tanques-rede, viveiros escavados e barramentos em propriedades rurais – 46 3.3.1. Estimativa de custos para a regularização de projetos aquícolas no sistema de tanques-rede, viveiros escavados e barramentos em propriedades rurais – 47
LITERATURA CONSULTADA – 48
A QUALIDADE DA ÁGUA PARA FINS DE PISCICULTURA 1. INTRODUÇÃO – 51
2. QUANTIDADE DE ÁGUA PARA A PISCICULTURA – 52
3. QUALIDADE DA ÁGUA PARA PISCICULTURA – 53 3.1. Principais parâmetros avaliados na piscicultura – 54 3.1.1. Temperatura da água – 54 3.1.2. Oxigênio Dissolvido (OD) – 57 3.1.3. Transparência da água – 60 3.1.4. Turbidez – 62 3.1.5. Potencial Hidrogeniônico (pH) – 62 3.1.6. Alcalinidade total – 65 3.1.7. Nitrogênio amoniacal – 65 3.1.8. Fósforo total – 66 3.1.9. Clorofila total – 67 3.1.10. Coliformes termotolerantes – 67
4. PADRÕES DOS PARÂMETROS LIMNOLÓGICOS PARA ESPÉCIES DE PEIXES TROPICAIS E OS ESTABELECIDOS NA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357/2005 – 68
PREVENÇÃO E CONTROLE DE ENFERMIDADES 1. BOAS PRÁTICAS DE MANEJO E TRATAMENTO – 77
2. CARACTERISTICAS DOS PRINCIPAIS SISTEMAS DE CRIAÇÃO DE PEIXES – 78 2.1. Pesque-pague – 78 2.2. Piscicultura em tanques-rede – 83 2.2.1. Recria – 84 2.2.2. Fase intermediária – 85 2.2.2.1. Manejo de classificação e repicagem – 86 2.2.3. Fase final – 87
3. LARVICULTURAS – 88
4. RECOMENDAÇÕES GERAIS – 89 4.1. Cloreto de sódio – 90 4.2. Particularidade das espécies – 91
5. MEXILHÃO DOURADO – 91
6. MÉTODOS DE COLETA DE PEIXES – 93 6.1. Material – 93 6.2. Procedimentos – 93
LITERATURA CONSULTADA – 95
ENFERMIDADES DE PEIXES 1. INTRODUÇÃO – 99 2. PARASITOSES – 100 2.1. Protozoa (Filo cílíophora, Ichthyophthirius multifiliis, Fouquet, 1876) – 100 2.2. Trichodina SP. – 102 2.3. Filo Dinophita (Piscinoodinium pillulare Schãperclaus, 1954 - Lom, 1981) – 104 2.4. Ciliados Sessilina (Epistylís spp.) – 106 2.4.1. Metazoa – 106 2.4.1.1. Filo Plathelmintos – 106 2.4.1.2. Filo Myxozoa – 109 2.4.1.3. Filo Artropoda – 112 2.4.1.4. Filo Nematoda – 114 2.5. Doenças causadas por larvas de moluscos – 117
NUTRIÇÃO E ALIMENTAÇÃO DE PEIXES 1. INTRODUÇÃO – 131
2. ALIMENTOS UTILIZADOS NO PROCESSAMENTO DE RAÇÕES – 133
3. EXIGÊNCIAS NUTRICIONAIS – 136 3.1. Exigências em proteína e aminoácidos – 137 3.2. Energia, carboidratos, lipídios e ácidos graxos – 139 3.3. Minerais e vitaminas – 139
4. PROCESSAMENTO DE RAÇÕES PARA PEIXES – 142
5. COEFICIENTE DE DIGESTIBILIDADE DE NUTRIENTES E ENERGIA – 145
6. RAÇÕES E ARRAÇOAMENTO PARA TILÁPIA EM TANQUES-REDE – 149
7. BOAS PRÁTICAS NO ARMAZENAMENTO E RECEBIMENTO DE RAÇÕES – 154
LITERATURA CONSULTADA – 157
BOAS PRÁTICAS DE MANEJO (BPM) APLICADAS À QUALIDADE DA ÁGUA DA AQUICULTURA EM VIVEIROS E TANQUES-REDE INSTALADOS EM RESERVATÓRIOS 1. CONCEITO E DEFINIÇÕES – 161
2. MANEJO CRIATÓRIO E AS BPM – 162
3. BPM EM VIVEIROS ESCAVADOS – 168 3.1. Manejo do sedimento do fundo dos viveiros – 168 3.1.1. Calagem – 168 3.1.2. Secagem – 170 3.1.3. Aração – 170 3.1.4. Remoção do sedimento do fundo dos viveiros – 170 3.1.5. Fertilização – 171 3.1.6. Revolvimento do fundo – 171 3.1.7. Desinfecção – 172
4. CONSIDERAÇÕES FINAIS – 172
LITERATURA CONSULTADA – 173
INSTRUMENTOS PARA ANÁLISE DA COMPETITIVIDADE NA PISCICULTURA 1. INTRODUÇÃO – 175
2. CUSTO DE PRODUÇÃO – 184 2.1. Custo total de produção – 185 2.1.1. Custos variáveis – 185 2.1.2. Custos fixos – 186 2.2. Custo operacional de produção – 187 2.3. Determinação do custo de produção – 188 2.3.1. Insumos – 188 2.3.2. Mão de obra – 190 2.3.3. Manutenção de instalações – 191 2.3.4. Despesas operacionais – 191 2.3.5. Impostos e taxas – 191 2.3.6. Despesas gerais – 192 2.3.7. Juros sobre o capital circulante – 192 2.3.8. Seguros – 192 2.3.9. Remuneração do capital – 193 2.3.10. Remuneração do empresário – 193 2.3.11. Depreciação – 193
3. INDICADORES DE RENTABILIDADE – 195 3.1. Receita Bruta (RB) – 195 3.2. Receita Líquida (RL) ou resíduo ou lucro operacional – 195 3.3. Lucro (L) – 196 3.4. Margem de Contribuição (MC) – 196 3.5. Margem Bruta (MBCT) – 196 3.6. Margem Bruta (MBCOT) – 196 3.7. índice de Lucratividade (IL) – 197 3.8. Custos médios – 197 3.9. Ponto de nivelamento – 198
4. AVALIAÇÃO ECONÔMICA DA PISCICULTURA - ESTUDOS DE CASOS – 198
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS – 201
LITERATURA CONSULTADA – 203
PROCESSAMENTO E APROVEITAMENTO INTEGRAL DE TILÁPIAS 1. INTRODUÇÃO – 205
2. CONDIÇÕES MÍNIMAS DE HIGIENE – 206
3. ABATE DE PEIXES PARA PROCESSAMENTO – 206 3.1. Choque térmico – 207 3.2. Sangria – 208 3.3. Choque térmico e sangria – 209
4. ETAPAS PARA O PROCESSAMENTO DE PEIXES – 209 4.1. Cortes – 209 4.2. Filetagem – 211
5. CARACTERIZAÇÃO QUANTITATIVA E QUALITATIVA DOS RESÍDUOS – 212
6. OBTENÇÃO DE CARNES MECÂNICA E/OU MANUALMENTE SEPARADAS – 214 6.1. Corte em "V" e aparas dorsal e ventral (CMNS) – 214 6.2. Carne mecanicamente separada (CMS) – 217 6.3. Processamento das CMNS e CMS – 218
7. TECNOLOGIA PARA A PRODUÇÃO DE FARINHA E ÓLEO DE TILÁPIA – 221 7.1. Caracterização da qualidade da farinha e do óleo de tilápia – 234
8. PRODUÇÃO DE COMPOSTO ORGÂNICO – 236
9. PRODUÇÃO DE SILAGENS DE PEIXES – 240
LITERATURA CONSULTADA - 244
Coordenador: Luiz Marques da Silva Ayrozza Ano: 2011 Número de Páginas: 245 Tamanho: 15 X 23 cm Editora: Cati Acabamento: Brochura
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